Publicidade

Acesso rápido

Windows x Yosemite (ou: porque, depois de anos, eu troquei as máquinas Windows pelos Macs)

Postado por Guilherme Batista, em 18/07/2015

Recentemente, resolvi dar uma guinada na vida. Cansado de ser prostituto de web - você consegue achar um "web designer", ou um "desenvolvedor web" em qualquer esquina da Paulista ou da Berrini. Irritação 1.
As tecnologias mudam a cada 6 meses, e tome-lhe atualizações e ler trocentas mil documentações. E aí tem um problema: se a adoção é rápida demais, você vai sofrer como o cão com os bugs. Veja bem, não é um "pode sofrer". É um "VAI" sofrer. E se você NÃO adota uma tecnologia nova, é logo taxado de retrógrado, dinossauro, velho, chato, feio e bobão. Irritação 2.
E por último, parece que as pessoas acham que, para ser web designer, basta saber fazer uns negócios no photoshop e já dá pra fazer um estágio com isso. Isso e eu já ter visto gente que não sabia nem para o que a tag servia, ou ainda,  o porque da fonte simplesmente não poder ser Futura, caralho. Irritação 3. Praticamente qualquer Zé Ruela consegue emprego numa empresa grande dessas porque a area simplesmente não é levada a sério no Brasil.

Então resolvi que ia virar, de vez, desenvolvedor de apps. Mas veja, eu já estudava as apps do Windows Phone, incluindo aí o C# - que é incrivelmente fácil, se comparada a Objective-C - e não queria me postituir para comer x-burgue trabalhar com Android, já que essa fragmentação de aparelhos é um pesadelo.
(Imagine como web designer eu ter que pensar no funcionamento do site em um celular, um computador normal e, no futuro, uma TV, uma geladeira e um relógio. Agora multiplique isso por centenas de aparelhos que rodam Android. Eis o porque eu me recuso a programar para isso)
Sobrou o iOs, que obrigatoriamente pede um computador Mac. Mas veja, não é Hackintosh. Não é rodar o sistema da Apple em uma máquina virtual. Em ambos os casos, milhares de bugs ocorrerão.

Então, resignado, comprei um Macbook Air, de 2012, com Core i7, 8GB de RAM e SSD de 256. Ao menos, ele fica pau a pau com meu notebook Asus e não faz ele parecer velho, já que este, atualmente, tem DOIS SSDs, um HD de 500, 12gb de RAM e uma placa de vídeo de 2gb. Ao menos, não vou precisar me preocupar com licenças Windows.


Primeiras impressões
Isso é chato de falar, mas os macs impressionam. É o meu segundo macbook, e ainda assim, a qualidade do material impressiona. É um corpo todo de alumínio, igualzinho o meu Asus, mas o toque é muito mais agradável. E dá a impressão de ter quebrado algumas leis da física. Soa muito como um objeto impossível, e olha que eu não sou facilmente impressionável.

Ok, vamos ligar a máquina... Mesmo sendo um notebook usado, ele ainda inicia rápido. E aí veio o OSX.
Tudo absolutamente integrado. Entrou no facebook via safari? Tem a opção de receber notificações. Abriu algum email online? Ele vai perguntar se pode adicionar os contatos daquele email ao seu contato. Usa um iPhone? Coloque sua conta do iCloud aqui e presto, suas configurações , sms,  contatos... está tudo ali, basta usar.

As transições são sempre as mais suaves possíveis. O teclado, apesar de ser em inglês, tem o toque mais agradável até agora. A tela possui uma puta fidelidade de cores (importantíssimo para minha área). O peso então... 1 kilo. É estranho. Depois de uns três dias utilizando esse macbook air, fui utilizar meu asus. Tive a impressão de estar mexendo em um trambolho desajeitado, feito no século retrasado.
A reinstalação do sistema? 4x mais simples que o Windows, tirando que eu teria que apertar meia dúzia de teclas e ficar me perguntando como usava o Disk Utility. A sequer precisei procurar pelo sistema, ele já faz isso automático.

Tudo aqui parece aspirar a produto premium, por mais que eu odeie o termo. Tudo aqui soa como sendo 'do futuro'.

Sem contar que, para criar um ambiente de desenvolvimento, foi extremamente simples. Instala sublime, instala sass build, instala plugin de jquery e pronto. Nem tive que instalar qualquer interpretador de Ruby, já que já existe nativo.

Mas nem tudo é um mar de flores
Tirando óbvio fato de ser uma interface diferente, algumas coisas estranham. O teclado, para começar, pode ser lindo, gostoso e ser retro-iluminado, porém, é em inglês. Eu já estava acostumado com o esquema EUNICE, mas sinceramente? Se existisse no meu idioma nativo, ia ser bem melhor.
(por falar em teclado, pq raios a caps lock precisa ser apertada com um pouquinho a mais de força? Para evitar batidas acidentais?). Ainda no teclado, eu estava trabalhando com um teclado externo, e o OSX parece ter sérios problemas em entender os comandos Home, PageUp, PageDown e End (coisa extremamente necessária para programador,  diga-se).

O tamanho da tela incomoda um pouco (11''? É o que, um tablet com teclado?), mas depois de alguns dias você se acostuma.

Outro problema que tive foram com as teclas F-X. F1, no windows, é a tecla universal de buscar ajuda. Aqui, diminui o brilho. F2 é o de renomar. Aqui, aumenta o brilho. A tecla enter/return? Não é abrir, e sim "renomear", arg. Ah, e o comando de abrir é command+o (WHAT).

Uma outra coisa que incomoda é o aquecimento. Constantemente essa ventoinha liga, e toca eu ficar preocupado achando que vou fritar o processador... O problema é tão constante, e presente em todos os Macbooks, que virou piada já: "ligou a ventoinha, aproveita o calor e frita um ovo nele"...
O superaquecimento não seria nada demais na época dos Core 2 Duo, mas aqui é um fuckin' core i7 de TERCEIRA geração. Meu Asus compila vídeo e sequer aquece, quando muito, liga a ventoinha silenciosa por 3 segundos e tchau calor.

A interface sofre do mesmo problema do Windows 8: não se define. Se no Windows 8 ele não sabe se funciona como tablet ou como computador, aqui, o OSX não sabe se é uma interface gráfica ou sistema que apenas os maiores geeks conhecem. Por exemplo, você precisa habilitar o PHP? Vai para a interface de comando. Quer achar um arquivo do sistema? Vai no Finder e faz a busca visualmente.
Sempre há uma indecisão sobre como executar algo. Bem, ao menos, o GIT aqui funciona na linha de comando.

Uma coisa que senti falta, e que usava muito no Windows, era a divisão de janelas  / maximação dos apps. Sempre variei entre usar dois apps, um do lado do outro, ou um app em fullscreen, com dois atalhos de teclado. No OSX, é sempre full screen, e aparentemente, cada app decide como seu 'fullscreen' deve funcionar

Por último, aquele MagSafe. Cristo amado, qualquer mexidinha que eu faço com o note, ele já despluga. Poderia se importar de ficar em meu computador por mais cinco minutos, por favor?

Parece que eu estou com raiva do computador, mas não é bem assim
Eu estou absolutamente maravilhado com o sistema. Ele tem muito mais fluidez, desempenho e segurança que o Windows. Seu boot é de 15 segundos (contra 26 do Windows), ambos em SSDs. A abertura de um programa acontece quase instantaneamente. Tem um gerenciador nativo de fontes, tem integração com quase tudo que utilizo... Só faltou
A gota d'agua para a troca de sistema foi quando, no Windows, instalei um antigo conversor de vídeo que utilizava, e o mesmo encheu a máquina com tanto vírus, spyware e keyloggers que a solução a ela foi formatar mesmo. A coisa chegou ao extremo de sequestrar meus privilégios de administrador do Windows no Chrome e me impedir de mudar até o motor de busca dele (e olha que fiz todas as soluções possíveis, até mesmo limpeza manual do registro)
Já no OSX, aconteceu uma coisa parecida. Mas não entrou nenhum spyware ou vírus. Os navegadores tiveram seus motores de busca alterados, mas bastou ir nas preferências de cada e corrigir isso, e uma passada de anti vírus não revelou nada. Ponto para a Apple.

No geral, estou feliz com a máquina. E, sinceramente, recomendo sem dó: troque seu windows por um mac. Mas troque de cabeça aberta, a parada aqui é outra.

Nenhum comentário:

ACESSO RÁPIDO

STAY IN TOUCH

COPYRIGHT Guilherme Batista

Todos direitos reservados