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Como eu conheci o "mondo bizzarro" em 3 dias - viagem a la maionese air lines

Postado por Guilherme Batista, em 26/06/2008

Repostagem de 1910,do blog Histórias Crônicas


Sim, eu já flertei com blogs especializados, e o resultado não foi lá muito satisfatório. De qualquer forma, segue:



Recentemente precisei viajar para um lugar em que não queria ir. Alguma coisa entre o Longiquistão e Pralademarraquesh, sei lá. Não queria ir por que não gosto de ir a lugares em que mal consigo pronunciar o nome. Enfins, foi a minha primeira viagem - e que viagem...

A maldita viagem tinha seria pelo jumbo presidencial. Aê, maravilha, vou conhecer o sucatão. Qual que, o sucatão tinha literalmente virado sucata foi aposentado antes. Fazer o que... mas o avião substituto era um bem grande, gordo, e feio. Igualzinho ao dono dele, um tal de Lula. E eu achava que lula era molusco, marta era bicho espinhento, rosinhas eram flores e Severinos eram porteiros. Mas isso não vem ao caso. O que vem ao caso é que a economia está crescendo e etc...

Antes de entrar nesse avião, vi um grupo um tanto suspeito - pareciam marroquinos, árabes, ou, por estarmos em Brasília, parentes do Enéas. Filhos da Havanir, talvez?
Entraram antes de mim e eu fiquei receoso, mas...

Ao decolar, os tais Filhos da Havanir saem de suas cadeiras, pegam um gravador e ameaçam:
-Levem esse avião de volta para Brasília ou iremos deixar esse gravador tocando eternamente "Meu nome é Enéas, 56".

Nisso já estávamos bem em cima do pacífico. Todos resolveram pular, incluindo os proto-terroristas - por acharem que seu plano havia falhado. Sobraram apenas três tripulantes: eu, um mendigo e o presidente. E apenas dois pará-quedas. O presidente se apressou:
-Companheiros, como sou o presidente do país, tenho a obrigação de ser salvo, assim posso comandar as buscas de resgate.
E pulou.

Olhei. Sobrou apenas um. Disposto a estapear o mendigo, fechei os punhos, mas ele se adiantou:
-Ei, cara, calma aê. Pode pegar o pará-quedas, o presidente pegou minha mochila.

Aliviado, pulei. Mas não sem antes ter certeza que aquela mochila era a certa.
Vai que eu pego a mochila que o mendigo usa para levar o marmitex, nunca se sabe.

Caí dentro de um hospital, pelo teto. O dito cujo ficava de frente pra uma torre mal feita que parecia estar caindo para a lateral, a direita. Ou a esquerda, depende do lado que você olha, tanto faz. Descobri que era chamada de Torre de Pizza. Não é pra menos que ela estava caindo, feita de um material que não era concreto... e já era noite.


Olhei ao redor de onde estava e percebi que havia entrado num quarto, com um velinho. O cara deveria estar devendo horrores pra muita gente, pois tinha MILHÕES de pessoas segurando velas olhando pra janela em que estava. Acenei pra eles um tchauzinho e parece que todo mundo respirou aliviado, sei lá. Olhei no leito e estava um carinha vestido de branco, com um bando de coroinhas em volta dele. Ouvi a conversa de curioso que era:
-John, você estarr?
-Sim, papa.
-George, você estarr?
-Sim, papa.
-E o Ringo, Starr?
-No papa, foi Paul uma cartney no correio...
-Ah... a... a...
-No diga adeus, papa!
-Atchim.

"Saúde", pensei. Mas achei melhor ficar quieto ao ver que meio pulmão do carinha tinha sido cuspido janela a fora...

Saí do hospital com dois pensamentos na cabeça: a grana federal que o cara tava devendo e como chegar em Pralademarrakesh...

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