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Da pequenes humana

Postado por Guilherme Batista, em 01/09/2013

Existem varios aspectos do ser humano que são capazes de assustar qualquer um, mas um deles parece-me ser mais frequente nos últimos tempos:  a incapacidade de enxergar dois palmos a frente do nariz. E não é a miopia, é a pequenes intelectal, moral e espiritual.

Intelectual nem tanto. Pessoas são diferentes e possuem cerebros diferentes, e costumamos moldar nossa inteligência para aquilo que temos mais afinidade. Não dá pra exigir do Einsten que ele crie a Teoria da Relatividade e tenha a mesma capacidade de sociabilização do Lula, por exemplo. Assim como você não pega um designer e coloca ele para trabalhar com programação, ou um coloca um gerente de projetos para tocar a cozinha de um restaurante.

O problema mesmo é a insuficiencia moral e espiritual. Atitudes que fazem você questionar seriamente a moral de uma pessoa, ou o quão elevado é o seu padrão espiritual, o quão menos danoso você é para a sociedade a sua volta. A intelectual você ainda consegue mudar ao longo da vida, mas essas duas, só na base do trauma.

Pobreza moral e espiritual caminham juntas, e pelo menos para mim, são fáceis de identificar. Geralmente com meia hora de conversa com um cidadão você consegue perceber isso:

"- Meeeeu, não entendo como ele consegue viver sendo tão gordo! Que horror a vida dele com essa gordice toda"
Quer dizer, ninguém fica gordo na vida, né? Ou tem problemas de tireóide. Ou engordou pela depressão. Ou nasceu assim.

"- Nossa senhora quanta gente feia aqui, meu deus que horror"
Obviamente que beleza é relativa, e você pode ser tão feio que nem se deu conta disso ainda. Você é feio, nem que seja em marte, mas é.

"- Cliente bom é aquele aí que vem aqui toda semana, com uma mulher diferente. Não esses daí"
O "esses daí" estão apenas com uma roupinha mais ou menos. Mas pagam o que consomem honestamente, e ainda elogiam o lugar. O outro? Sabe-se lá a vida que leva, quiçá nem é tão boa assim.

"- Ow tenta convencer ele a emagrecer, entrar numa academia, fazer dieta, senão vai ficar gordo enoooorme"
Como se gordura fosse crime. E naquelas: não importa se o outro tem graduação na área mais difícil do mundo, descobriu uma aplicação foda para um simples brinquedo e é um gênio incompreendido: ele é gordo e deve ser curado disso.

"- Hihihihihihi ele é gay enrustido vou zuar ele hahahhahah como é divertido ser eu"
Essa foi demais. Eu escutei essa de um gay mesmo. E o alvo em questão foi efetivamente zoado por ele. Não consigo imaginar por qual outro motivo, senão o de pobreza moral: "fui zoado quando era enrustido, vou zoar ele agora pra ele aprender"

"- Você que é a mulher aqui. Vá lavar a louça e fazer a comida"
E, óbvio, no dia em que o cidadão ficar sozinho, morre de fome, por que não sabe nem mesmo cozinhar um ovo.

Pobreza moral e espiritual.

Esse tipo de coisa me faz me distanciar de muuuuuita gente. Pessoas assim são nocivas a mim, me dão preguiça de gastar saliva com elas. Por que raios eu vou tentar convencer alguém de algo? A maioria das pessoas do meu círculo social tem mais de 18 anos, alfabetizadas e com acesso a um mundo enorme de conhecimento, a internet. Mas parecem fadadas a repetir os mesmos erros dos pais, ou as vezes até piorar esses erros. Parecem incapazes de olhar para uma atitude própria e questionarem: "isso faz bem pra mim E para o outro?".

Aprendi a fazer isso desde pequeno, com uns livros de filosofia que tinha em casa. Erro, sim, mas naquelas: reconheço meu erro e nunca mais o repito.

Azar de muita gente não ser assim

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