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Ninguém muda. Nunca.

Postado por Guilherme Batista, em 17/06/2009

Ah pra puta que pariu


Foram meses. Meses de economia gastos, meses de conversa mimimi, meses apoiando e dando a maior força pro desgraçado do meu pai, que na época queria deixar de ser alcoólatra. Meses de esforço por parte de toda a família, toda mesmo. Até meu irmão, que tinha apanhado feito um cão sem dono nas mãos desse... desse.. dessa coisa, até meu irmão ajudou ele.

E tudo isso para descobrir que o desgraçado voltou a beber, e só deus sabe-se lá quando. E pra piorar, voltou do jeito antigo, já que, quando todos descobriram, ele tentou me enforcar (nem queiram saber os detalhes. E sim, ele apanhou feito o cão sarnento que é. Como eu já disse, quem apanhou nessa família foi meu irmão, eu aprendi a correr desde novo - e a revidar mais tarde)

Foi ingenuidade minha, mas eu jurava que tinha ajudado. Se eu soubesse, na época, que esse pedaço inútil de merda iria beber dali a 3 anos de novo, nem iria ter gasto parte das minhas economias para custear o tratamento desse viado.




Pessoas me criticam pelo fato de eu beber pouco. Muito pouco. E moderamente. Tipo uma latinha de cerveja e olhe lá.
Durante um tempo, fiz questão de mostrar o porque. Porque eu não queria ficar totalmente igual a esse filho da puta, que de tudo que tem de ruim para fazer, já fez (ou tentou). Já me basta ter a carga genética desse inútil e ser humano como ele, então não preciso também fazer a parte ruim.

Quando vimos que ele havia parado (ou havíamos pensado que), achei que iria ser melhor manter esse fato oculto. Ninguém precisava saber da infância traumática por parte dele, então eu deixava as criticas rolarem soltas. Quem quisesse saber o porque, que perguntasse, senão, que permanecesse na ignorância do pré-julgamento imbecil que lhe coubesse.


Chega de esconder essa merda. Não bastasse tudo que esse filho da puta já fez, ele ainda teve a pachorra de tentar me matar (e não, não adianta ir numa delegacia. Isso nunca deu certo), enforcando-me.

Agora o desgraçado tá lá, sentado no chão da sala, todo mijado. E eu me perguntando: é isso que eu vou me tornar daqui pra frente, já que os filhos herdam os pecados dos pais?


Prefiro ser um eterno careta nesse caso. Melhor isso que tentar tudo de ruim que o escória do texto já tentou.










Nada a declarar aqui



Um comentário:

Anônimo disse...

fio, tu fez, tu paga. sem essa de ficar se lamentando em público que isso é ridículo.

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