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25/11/2008

Dúvidas impertinentes

Eu nunca fui aquele modelo típico de adolescente complexado. Álias, nunca fui complexado: se tenho alguma dúvida sobre a vida, simplesmente ligo o foda-se e escolho a opção que vai acalmar minha consiência e permitir que eu vá fechar os olhos depois das 2 da manhã. Isso sempre cobrou seu preço, pois por vezes temos ações que são consideradas estúpidas, que nenhum ser em sã consiência faria, mas graças à impulsividade você as toma assim mesmo. Acho que até mesmo a bomba atomica foi lançada numa decisão impulsiva dos E.U.A., tipo para resolver algo pelo caminho mais curto - e colocando algo sob esse ponto de vista, quase nenhuma solução me parece estúpida.


Enfins, voltando ao foco inicial, eu nunca tive problemas de identidade adolescente. Quem sou eu? O filho da puta que cruzou seu caminho e que você ou vai aprender a amar na força ou vai ganhar ódio eterno. O que eu farei da minha vida? Irei passar a vida enchendo a cara de whisky e cana da boa tão logo eu fique rico, mas não importa muito os meios para atingir isso - sim, eu sempre fui meio maquiavelista. Por que as pessoas me odeiam? Vou lá saber, se elas quisessem falar já teriam aberto a boca.

Nunca tive problemas de me definir, ao menos não até recentemente. Melhor explicando, até uma série de fatores, tais como um excesso de demissões, brigas familiares, dívidas acumulando atrás de dívidas e eu sem a menor visualização de como resolver isso, me fizeram tremer nas base, criatura! e fazer coisas nunca dante feitas, como por exemplo, perguntar "o que foi que eu fiz de errado, meu deus?!". Para um cara que sempre foi e sempre será arrogante, pe uma péssima pergunta - significa que você está pensando muito e agindo pouco.


Pois bem, o ponto principal de quase tudo é que eu tive uma série de problemas empresariais [para não falar "Excesso de demissões na carreira"]. Num primeiro momento, pensei que eu tivesse realmente fazendo merda - como agir de maneira arrogante, como se eu ainda fosse o chefe, dado que já fui e só fui demitido graças à um pequeno complo, história para outro dia.

Então baixei a crista, fiquei educado e parei de gritar ordens. E, lógico, continou não dando certo. Certo, então eu passei a entregar jobs no prazo e a chegar no horário nas empresas. Mentira, passei apenas a chegar no horário; entregar coisas nos prazos que as empresas dão requer coisas como ser vinte, ter cinco máquinas disponíveis e dedicação total ao projeto - coisa que é impossível para qualquer um na área que estou, uma vez que me apresento como um funcionário multi tarefa [e de fato o sou], mas não mágico-milagreiro-deus. Uma das empresas, por exemplo, me demitiu meramente por eu dizer que um determinado site era impossível de ser feito em um dia - isso incluia layouts, programação e cadastramento de base de dados e outras coisas. Se fosse um hotsite, beleza, eu dou conta em menos de três horas, mas era um puta site de conteúdo absurdo pedindo coisas como papervision 3d, ajax, ruby on rails e upload de vídeos, além do design.

Vendo que a coisa ficava realmente fora do controle, fui para uma área diferente, de consultoria digital. Digamos que os serviços foram ótimos - em menos de duas semanas, eu estava com duas apresentações para diretores do bradesco, cartões de natal, frameworks, blogs coorporativos, etc, etc, no portifólio. Tudo feito certinho, com a melhor execução possível e imaginável até mesmo para empresas grandes como a DM9 ou a DPZ. A vida parecia boa nessa empresa, mas um pequeno problema de ordem financeira deles fez com que eu fosse demitido. A merda toda vocês acompanharam por aqui, mas fica a dica: se tivessem comprido o contrato ou tivessem falado comigo antes, eu teria dado um jeito e, sei lá, fazia da minha casa a coisa até desapertar pra eles e me pagarem direito. Mas como resolveram falar que eu estava errado, tive que apelar. Problema deles agora.


Pois bem, essa série de demissões me fizeram pensar em algo que eu tinha planos de começar laaaá pelos 23, 24 anos: uma pequena empresa. Sim, eu comecei como freelancer, como uma empresa de um homem só. Percebi que eu tenho quase toda a logística para isso.

Então, esse texto gigante ta aqui só para dizer isso: agora eu sou um profissional freelancer full time. Então, precisando, tamos aí. :D

Um comentário:

Srta; Rosa disse...

Ó. No te gustas meu espanholês? Achei que fosse implicância só do homi da capa preta. Snif.