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26/02/2015

Review: Monitor Dell P2214H

Então, recentemente eu passei a trabalhar de 1 tela para 2 telas. Ótimo, bom, tenho mais área no computador, uma maravilha, maaaaas...
... Trabalho com programação E design.

Duas telas para produção é algo excelente. Em uma tela, o Photoshop com o PSD aberto; em outra tela, o Sublime Text, ou qualquer outro editor, editando o código. Dá um excelente boost na produtividade. Mas e quando eu preciso de uma área maior de visualização? Atualmente, na minha área, as resoluções mínimas de desktop passaram a ser 1366x768. Isso quer dizer que, em um mundo ideal, os trabalhos devem ser produzidos em uma tela, no mínimo, duas vezes maior que isso.

Então decidi que meu notebook sozinho não era mais suficiente. Eu precisava de mais, porém, sem deixar de lado a mobilidade que tenho com ele.

Eis os requisitos para eu comprar um monitor novo:
- Nada de painel de TN ou VA. Sobram os IPS da vida (o mesmo dos celulares), de preferência, com anti-brilho razoável.

  • TEM QUE TER ÂNGULO de visão bom
  • No mínimo 60% do Adobe RGB
  • Tela FullHD no mínimo.
  • Custar menos de 700 dinheiros nacionais.
  • Ter um monte de opção de ajuste, a ergonomia é importantíssima aqui.
  • Tela menor que 23'' (pq não caberia naquela mesinha ali do meu home office)
  • Não fazia questão de HDMI, mas DVI era essencial.


Isso posto, parti para as escolhas dos monitores. Procurei monitores LG, Samsung, Philips, Sony, Asus... Mas todos tinham a) uma tela enorme, completamente desnecessária para o meu trabalho ou b) Não tinham muitos ajustes ou c) eram caros demais ou d) tudo isso junto e misturado e ainda a tela não chegava nem a 55% do Adobe RGB.

Já estava quase desistindo e partindo para escolher um monitor comunzinho mesmo quando me deu um estalo: Usamos monitores Dell no trabalho. Embora seus computadores tenham se tornado... obsoletos e caros para mim (o notebook que dei para minha irmã, por exemplo, custou o mesmo preço do meu; a memória dele é single-channel, não tem placa de vídeo dedicada e sem SSD), eu sabia que seus monitores eram bons. Não custava sonhar com a linha UltraSharp, não é mesmo?
Mas, hm.... R$900 reais, na época, em um monitor? Eu não trabalho desenhando embalagem, no máximo, um convite para festa de aniversário.

Então deparei com essa linha nova dos monitores profissionais. IPS! Tela de FullHD! 87% do Adobe RGB (depois de calibrado, obviamente)! Ergonômico! Tamanhos de 21 a 24 polegadas! Sem HDMI (acho overrated por causa dos televisores de 2009)! Ângulos de visão generosos! E o que me viciou: portas USB atrás, chupinhado diretamente dos iMacs da Apple. Well, posso viver com isso :).

O modelo escolhido foi o Dell P2214H 



O monitor em si
Escrevi 8 parágrafos antes de falar do monitor. Que lindo. Guilherme, teu sobrenome é prolixidade.
Eis as especificações do dito cujo, tiradas diretamente do meu dia-a-dia


  • Base ergonômica com pivô de 90º, ajuste de altura, horizontal e de ângulo de visão (172º ~ 179º)
  • Painel IPS com anti-reflexo rígido de 3H. Dá pra jogar com o sol da manhã incidindo num quarto claro que não vai atrapalhar minha visão
  • 4 portas USB de downstream e 1 de upstream. As downstream são as que usamos para ligar coisas no monitor; a upstream é a que liga as USBs do monitor em uma USB do computador. A desvantagem: são USBs 2.0...
  • Conexões VGA (sério, em pelo 2015 ainda tem isso?), a única conexão não-digital; DisplayPort, que até hoje só vi os Macs terem de fábrica isso, e a DVI-B.
  • Trava Kensington (!) anti-roubo. O que é extremamente engraçado: estamos falando de um monitor de 21,5 polegadas, uso destinado a empresas e profissional, pesando 3,26 kg + a base, medindo 13,94" ~19,04" (354,2 mm ~ 483,6 mm ) x 20,19" (512,7 mm) x 7,09" (180,0 mm). Não dá para simplesmente enfiar na bolsa e sair levando para casa sem levantar maiores suspeitas. Mas vai saber, hoje em dia tem retardado para tudo.
  • Suporte ao kit VESA, como se alguém fosse pregar esse monitor numa parede, ou num suporte de parede. Se bem que, dependendo do suporte... :)
  • Baixo consumo de energia para um monitor desse porte
  • Geralmente eu não falo do design dos gadgets, pq isso é um item muito subjetivo, mas dessa vez... Um design bem construído, sólido, com plástico duro (o que eu não gosto), botões bem definidos e sem aquele bendito led dos UltraSharp, que acendem só de você respirar - o que é extremamente irritante, dado que você se mexe na mesa e eles acendem. Achei bonito, no geral, e o design combinou com o notebook.


Algumas fotos dele instalado rodando meus programas mais usados:





Aquela fartura de conexões


Olha, ele vira 90º e vira uma baita tela vertical :D



O ângulo de visão generoso. Ignore a macha de sol, a tela estava virada diretamente para ele. A Ariane consegue ver o que acontece nessa tela do nosso quarto. ou seja, nada de pornografia


A bagunça de fios atrás dele (para o meu desespero. Sério, dá agonia olhar esse emaranhado de fios quando tenho que mexer atrás da mesa =[ )



Vantagens
- HUB USB integrada ao monitor = menos fios passando de um lado para outro na sua mesa, vão todos para o monitor
- Painel IPS com excelente ângulos de visão, ergonomia, contraste e aproximação das cores impressas. Só falta fazer café
- Tudo isso que falei ali em cima
- Custo com frete: R$679
- DPI alto para seu padrão. 173, senão me engano. Não é um Retina Display, mas pelo menos eu não vejo os pixels das coisas na distância em que estou dele.
- Tem tanta área de monitor, que eu acho que algum integrante do MST vai invadir o monitor, tomando posse e declarando aquele pedaço como área improdutiva.

Desvantagens
Nem tudo é perfeito, né? A maior delas é a ausência de USBs 3.0. Nem é tão cara assim, mas pelo que entendi, até mesmo alguns monitores mais caros, da linha UltraSharp, não tem essas portas. Uma pena.

O material de construção é o plástico duro. Apesar de ser agradável ao toque, não é dos melhores materiais - tem uma partezinha, do lado esquerdo, na mesma altura dos botões, que se apertar ela estala. Parece ser mal encaixada, mas é do material mesmo.
O espectro de cores podia ser maior (atingir, sei lá, 93% do Adobe RGB), mas dada a proposta da linha, está até bom.

Voltando as conexões, não gostei da conexão VGA - que é analógica - e da falta do HDMI. Não que eu use, mas a impressão que tenho é que, no caso da HDMI, foge um pouco da proposta do monitor, dado a fartura de conexões digitais; e no caso da VGA, além de fugir completamente da proposta -tente passar uma conexão FullHD nessa porta, e você vai ter um agradável Flicker, além de uma excelente dor de cabeça - ela ainda soa como "temos esses milhões de conectores VGA aqui e precisamos despachar eles, para não termos prejuízo. Coloca eles nos monitores profissionais".
Em um monitor de baixo custo ( = R$500 ou menos) , eu até entendo, mas no caso desse aqui...

Outro ponto negativo é a falta de conexões de cartão de memória e/ou de som. Até mesmo linhas mais baratas da Dell tem esses pontos, mas com preços bem próximos ao desse monitor.


Considerações finais
Pelo que pesquisei, essa linha, p-xx14H, foi renovada em 2014, adicionando as portas USB e a base ergonomica. Considero esta linha, e em especial, este monitor, como a escolha do ano para monitores com excelente custo x benefício,

PS: Velho, você simplesmente não acha review de monitor nenhum no Brasil, g-zuis.

08/12/2014

[REVIEW] Ultrabook Asus S46CB

Eu sei que esse é o meu quinto notebook em 1 ano, mas acredite: nesse eu paro. Todos os outros tinham algum probleminha, faltava algo, pareciam um computador incompleto.

Os problemas eram dos mais variados
-Faltava um processador mais eficiente (aquele LG)
-Faltava um processador mais decente E uma placa de vídeo E a possibilidade de aumentar a RAM (o Mr. White)
-Faltava uma placa de vídeo decente E o processador era soldado na máquina E o teclado era inglês E não tinha Bluetooth E as cores do monitor ficavam meio lavadas (aquele NpQx11, doravante "REBOLOSA")

E eu sou fresco, sempre quero o melhor, e de preferência, pagando menos. O básico de toda pessoa capitalista, diga-se. Mas tinha aquietado o facho com a Rebolosa, principalmente depois de colocar um SSD da Corsair e um adaptador caddy no DVD, ficando com um Core i5 com 6GB e 120SSD + 650 HD.

Tava bom, não tava não?

Não, não estava. Tinha tudo aquilo em cima. E incomodando diariamente.

Porém, eis que vem a Black Friday. E com ela, esse modelo de ultrabook: Asus S46CB. Na verdade, esse foi o 5 ou 6 modelo de notebook que boletei antes de fechar o martelo, todos eles variando entre Core i5 de 3ª ou 4ª geração e 6GB de RAM no mínimo. E que tivesse DVD, não que fosse usar, mas porque ia arrancar essa joça e colocar um segundo HD, se fosse a necessidade.

Mas o que me fez optar por esse ultrabook? Vamos aos meus requisitos minimos:
- No mínimo um Core i5 3ª geração com 6GB de RAM. Ninguém merece aquela Intel HD Graphics HD 3000 da 2ª geração.
- Mínimo de 2 USB 3.0, essa joça vicia.
- Placa de vídeo de 128bits com 2gb de RAM GDRR5, mas eu aceitava uma DDR3 mesmo.
- Corpo de alumínio
- TEM QUE TER BLUETOOTH e ser Sony por dentro
- Pesando menos de 1,8 kgs
- Tela de até 14''
- Windows 8, por que desenvolver para Windows Phone no Windows 7 é quase uma insanidade
- Custar até R$1500.

E as minhas necessidades? As mais variadas possíveis:
- Carregar essa joça para cima e para baixo
- Rodar Photoshop, Illustrator, Flash, After Effects, Sublime Text 2, Blender, Edge Animate e Visual Studio. Sim, eu sei, programas diferentes demais, mas acredite, eu não cheguei aonde cheguei ficando focado apenas em um conhecimento.
- Aguentar o Ruby para poder compilar SASS
- Rodar Borderlands 2 no Medium ~ Full, necessidade básica de qualquer homem.

Já havia testado esse ultrabook na Fast Shop, mas naquelas: custava quase 3 mil. Eu gasto 3 mil em uma viagem para Jericoacoara. Em roupas. Em upgrades para o carro. Não em um fuckin' laptop, amigo.

Então, deixei para lá, e chegou a Black Friday, notebook pela metade do preço no boleto... bom, peguei. Um pouco mais caro do que estava disposto a pagar, (coisa de 55 reais, na Black Friday).

Abri algumas exceções para esse ultrabook: a placa de vídeo é com DDR3, o peso dele é de 2 kgs com a bateria e tem 1 USB 3.0. Ainda assim, considero uma compra com excelente custo x benefício, perdendo apenas para a versão com i7 e 1 tera de HD desse Ultrabook.

Primeiras impressões
O ultrabook é leve, incrivelmente leve. E o corpo em alumínio, bem... é algo incrível. Sobe o seu nível de exigência, depois do plástico de má qualidade da LG. E é frio, agradável ao toque - não tanto quanto aquele que a Apple usa, mas ainda assim, agradável.









A fonte é diferente, toda quadradinha, e o fio é curto; eu gostei, mas a Ari, que pegou o mesmo modelo, achou ruim.


Usando a máquina
O boot inicial, depois de configurar inicialmente o Windows, foi de 20 segundos. Nada mal, se considerar que o sistema esta instalado em um hd comum (e não no SSD, que é de 24 gb e só serve para armazenar os arquivos mais usados). Após mais meia dúzia de upgrades, fui começar a usar a máquina.

Um detalhe inconveniente foi a instalação do PhotoChoppe CC 2014: por alguma razão, dava pau na compatibilidade com a placa de vídeo on-board, e o Photoshop fechava assim que abria. Não havia upgrade do Windows, da Intel ou até da NVIDIA que fizesse esse problema parar. Tive que desabilitar o vídeo on-board no gerenciador de dispositivos mesmo. Depois de fazer o upgrade gratuito para o Windows 8.1, instalar o pacote do 8.1 pro E reabilitar a vídeo onboard, o photoshop parou com a putaria e passou a funcionar com a vídeo on-board. Dos males, o menor =D

Como o processador é de ultrabook, isso quer dizer que ele roda em baixas velocidades (1,7 ghz) e vai até 2,6 ghz conforme a necessidade. Raramente chego a tudo isso, e esse negócio ajuda a economizar a bateria (e a revitalizar o pesadelo da época dos ULVs da época dos core 2 duo). Que, diga-se, em uso pesado, com downloads constantes, brilho no máximo, 10 ou 15 abas abertas no Chrome, mouse bluetooth e fazendo alguns desenhos no Photoshop (naquela hora com a placa de vídeo onboard desligada), durou 3 horas. Acho que, se eu pegar leve, pode chegar a 4 horas.

Borderlands 2 rodou em full, o que considero bom; esse jogo costuma usar algumas cutscenes em tempo real, costuma exigir um pouco de vídeo. Só um pouco, o suficiente para pedir 5 gb de RAM quando você não tem um vídeo dedicado.

É muita memória, manja?

Tirando isso, testei mais alguns jogos que tenho aqui e todos rodaram liso. Acho que meu Xbox achou um concorrente à altura... Afinal, tenho mais amigos na Steam, e jogos, do que na Xbox Live.
Outros softwares que rodaram liso aqui foram o Edge Animate ( adeus produção de artes interativas na mão! Bem vinda interface gráfica!) e o After Effects. Rodou esses aí, roda o Blender numa boa.

Durante o uso, notei que a máquina esquenta pouco; o que, alias, é uma das melhores vantagens dos Core I da 3ª geração em diante. O aquecimento é quase nulo, se comparado aos Macbooks (que não sei o que a Apple faz para superaquecerem o topcase...). Entretanto, ele ainda esquenta, mas menos do que alguém realmente está acostumado, principalmente se a pessoa estivesse usando um computador pré Core I.

E foi esse mar de rosas todo?
Claro que não :)

Primeiro foi o peso; achei que para um ultrabook, 2kgs é peso demais. Entretanto, essa impressão inicial passou quando levei o note na mochila. Comparado ao meu antigo NpQx11, esse ultrabook é uma pluma

Outro problema, já citado, foi a incompatibilidade do Photoshop com a vídeo onboard e os subsequentes travamentos que tive no computador inteiro ao desativar ela. Eu estava seriamente duvidando da minha capacidade de configurar um computador. Atualizado os drives, parou com a putaria, mas algo me deixou encafifado: o travamento quando ficou na vídeo offboard.
Tecnicamente isso não deveria acontecer, certo?

Um outro, culpa do SSHD, foi a demora em abrir alguns programas; mas isso é do software que controla o HD, então tenho que esperar ele se acostumar com os programas que mais uso. Percebi algumas rebarbas no topo do monitor, que sairam depois de alguns dias, e uma pequena rebarba plástica na base da carcaça do note. Não é algo que incomoda, você não fica passando o dedo ali o tempo todo para perceber isso. Mas é algo que incomoda, principalmente depois de saber que a máquina custava quase 3k.

E o último problema foi o trackpad. Não sei o que acontece com as máquinas com Windows 8, mas o trackpad sempre, sempre dá pau em alguns aspectos, até resolver funcionar direito. No dia em que escrevi esse review, ele estava com um bug bizarro de atrasar o scroll por 4 ou 5 segundos, uma eternidade quando se navega na internet. Reiniciei algumas vezes e limpei alguns programas da memória e presto!, voltou a funcionar normalmente.

[UPDATE]
Algumas especificações de hardware que descobri ao longo desses últimos dias:
1)O HD NÂO é um híbrido; o ultra tem, de fato, um SSD mSata half size de 24 gb. Não dá para instalar muita coisa nele, mas dá para trocar essa peça por um de capacidade maior, manter o HD na baia original E MANTER O DVD, ou colocar um caddy no lugar E COLOCAR OUTRO HD.
O único porém é que SSD mSata Half Size simplesmente não é vendido no Brasil em capacidades maiores. Um de 120 gb sai por 300 reais no e-bay, mas naquelas: pode parar na alfândega e ficar meeeses nela até ser liberado.

2)Ele tem 2 pentes de memória RAM, sendo que um é quase inacessível. Yep. Ele fica dentro da carcaça do note, não dá para abrir a tampa traseira e trocar ele. O lado bom é que as memórias são 1600mhz. Achar um pente de 8gb nessa frequência não é difícil.

3)O Bluetooth e o WiFi desse ultra estão entre os melhores que já testei. Vivo usando um mouse bluetooth + headset bluetooth; em todos os aparelhos que testava, eles perdiam a conexão o tempo todo. Com esse, eles ficam conectados o dia inteiro. E o WiFi raramente cai, geralmente eu tenho mais problemas no roteador do que com a máquina perdendo sinal.

[UPDATE EM 20/06]
Troquei um dos pentes de memória por um de 8gb, coloquei um SSD Samsung EVO 850 no lugar do HD e o HD antigo, no lugar do DVD. Agora tenho um notebook com TRÊS HDS, uhul \o/.
O boot do Windows Pro passou de 40 segundos (os 20 lá em cima estavam errados) para 26 segundos; o tempo de abertura da maioria dos programas fica, em média, em 5 segundos em média.
Só o HD original desse notebook teve que ser formatado no linux, já que a Western Digital fez o desfavor de travar as partições antigas (nada que um bom Unix não resolva).

Outras observações menores
1) Se ficar entrando e saindo do em sleep mode, uma hora dá pau no wi-fi, navega de forma intermitente. Daí, só reiniciando mesmo.
2) Se remover todo o crapware que a Asus põe na máquina, ela melhora o desempenho em 20%, em média.
3) Esse foi o único notebook que usei recentemente em que o wi-fi não cai quando conectado em um segundo monitor =D. Em compensação, os programas ficam um tiquinho mais lento que o normal.

Conclusões finais
Essa é uma das melhores máquinas que já botei a mão: tem um hardware muito bom, não custou tanto (graças que existe a Black Friday), o corpo é de alumínio (= mais resistente e bonito) e a tela funciona direito (e não apresenta cores lavadas como alguns outros notebooks). Excluindo alguns probleminhas que tive no começo do uso do ultrabook, e que foram corrigidos sem muito trabalho meu, estou muito satisfeito com o ultrabook;

Entretanto, não recomendo a compra fora de promoções: passada a Black Friday, ele subiu para mais de 2500 na maioria dos varejistas; é um preço alto demais para uma máquina que usa um processador de 3ª geração e uma placa de vídeo da geração anterior (porém, melhor que as atuais que a NVIDIA vende, pelo que sei). Por esse preço acha-se máquina mais atualizada,porém, com menos poder de processamento ou menos HD.

15/05/2013

Review Notebook LG S460

Daí que no fim do ano eu estava precisando de um notebook. Sacumé, o meu HP queimou, o meu da Dell vivia no conserto por conta de uma tela... enfins, eu precisava de um segundo computador, enquanto deixava outro de backup. Entonces rolou de o Extra estar com esse LG em promoção, e as configurações dele me agradavam: 4gb de RAM, 320GB de HD (a única coisa que me deixou chatiado... podia ter um HD maior não?), Core I3 3ª geração, Windows 8, e duas coisas que eu prezo em qualquer compra: conexões na medida e Bluetooth.

Conexões na medida porque, meu querido, eu canso de ver computadores saindo, de fábrica, com 4 USBs 2.0 (nada de 3.0, como esse daqui), porta de RJ 11 - aquele conector de telefone, como se eu fosse utilizar um FAX no notebook, porta E-SATA (que até hoje eu não sei pra que porra eu vou utilizar aquilo)... Ou faltando conexões básica, como portas extras de USB, HDMI, e por aí vai. Você ficaria admirado se, por ventura, se preocupasse com as conexões que você NÃO VAI USAR EM HIPÓTESE ALGUMA e que só servirão para acumular poeira no seu precioso computador.

E Bluetooth porque... Olha. Meu amigo. MEU AMIGO. É difícil achar um computador que custe até R$1200, com Bluetooth e que não vá ter um processador ou memória furreca. É muito 8 ou 80: computador  abaixo dos R$1200 tem um processador AMD chulumbrega, ou 2gb de RAM, ou não tem Blueooth. Quando os 3 itens estão presentes de forma correta, o preço do bicho sobe para a casa dos R$1600. Isso para não falar daquelas buchas que a Samsung e a Lenovo vendem: constroem uma máquina de R$ 1600 com 2gb de RAM, sem bluetooth e um Core iX de segunda geração (normalmente core I5 ou I3)... Não tem como, né?


Voltando ao notebook...
O hardware, aliado ao Windows 8, tem um excelente funcionamento. Raramente tenho problemas com programas travando, LAGs, erros de memória ou qualquer coisa do tipo... é o computador que eu usaria para trabalhar em maiores problemas (SE me pagassem para usar meu notebook, óbvio). Incluindo aí alguns programinhas pesados, tipo Photoshop, Illustrator e Flash. Também executo o Office 2013, o Visual Basic Express, uma máquina virtual com Windows XP, o iTunes, o Chrome e o Dreamweaver.
Isso tudo em um dia normal de trabalho. Fora as horas em que paro para alguns joguinhos antigos legais, tipo Portal 2, GTA IV, Red Alert 3... Apesar de ultimamente eu estar jogando mais no celular do que no computador.

Uma coisa pretty cool que achei no notebook: porta USB 3.0. Ainda não usei ela com outros dispositivos 3.0, mas o que são 2.0 parecem que se benificiam com a transferência de dados com ela. Fora que a bicha é energizada, o que quer dizer que, na melhor das hipóteses, você pode conectar um celular ou tablet ali para recarregar a bateria (usando como fonte de energia a bateria do notebook), ou, se você gosta de abusar dos seus equipamentos, conectar um HUB USB nele e colocar vários dispositivos para recarregar a partir daquela porta - mas nesse caso, eu recomendo que o notebook esteja conectado em uma tomada. Vai que, né?

Dia a dia
Já disse que o computador raramente tem problemas. E raramente, é raramente mesmo. Desde que comprei ele, só desliguei umas 3 vezes. Na maioria das vezes, ele fica em modo sleep, fora da tomada, ou trabalhando. Fazer isso embanana os drives de conexão do Windows, até a versão 7; na 8, ele parece que resolveu esse tipo de problema.

Um pequeno detalhe sobre o Windows 8: ele realmente é rápido, muito rápido. O computador inicia em 18 segundos, depois que eu instalei tudo que queria nele. É o tempo de, no máximo, espirrar e entrar com o usuário e a senha. Entretanto, a interface Modern (ex-Metro) não foi feita para ser usada com um mouse.
Ela é muito boa para touchscreen, não nego, mas forçar o uso dela com o mouse + trackpad + teclado... não. Simplesmente não. Não casa, não há sinergia entre um e outro, e você fica o tempo todo alternando entre interface Modern e interface Desktop. E é um pouco difícil se acostumar a usar o botão Iniciar para ir para a Metro caçar os programas que você usa. Felizmente, a Microsoft parece que vai resolver isso no Windows 8.1, mas até lá, fica esse gosto aguado de produto inacabado, lançado às pressas, para tentar conquistar um mercado de tablets já colonizado pela Apple e Samsung.

Quanto ao notebook, bom, ele é bom. O software é toda essa maravilha, o hardware é algo atualizado para os padrões atuais, mas... há um problema grave com a construção do computador em si. O plástico utilizado nele aparenta muito má construção. Não é nada agradável ao toque, parece um material vagabundo. Positivo e Acer conseguem utilizar alumínio na construção de seus notebooks mais básicos, por que a LG não conseguiria? Quanto ao teclado, apesar de ser silencioso e macio, também não é nada gostoso de mexer nele - com o tempo você se acostuma, mas durante um bom tempo, meus dedos se sentiam rejeitados pelas teclas dele. Talvez eu tenha essa impressão depois de utilizar, por um tempo, o Dell Vostro V13, cujo topcase é todo de aluminio. Pelo menos no LG temos mais teclas de atalho com a tecla Fn: perfis de usuário, zoom, colocar o computador para dormir, desligar o trackpad, o wi-fi, duplicar / extender o vídeo, perfis de som, mudo, e a mais motherfucka, ventoinha silenciosa on/off. E mesmo no "modo barulhento", a ventoinha faz pouquíssimo barulho. Eu já utilizei a máquina a toda prova em uma madrugada, e a menos que você esteja tentando ouvir o barulho da dita cuja, você não vai ser incomodado por ela.
Senti falta de teclas de atalho multi-mídia, como as que existem nos HPs, mas isso não me incomodou tanto assim; Utilizo muito mais o celular com um fone de ouvido bluetooth, que já vem com controles no próprio fone.

Posto isso, meus caros, recomendo muito a compra desses notebooks da Samsung. São computadores de construção espartana, mas de configuração honesta e que aguenta o tranco. Eu diria que, se fossem carros, estariam próximos da Volkswagem. Recomendo muitíssimo a compra - existem algumas máquinas da LG, com placa de vídeo dedicada, por um preço um pouco mais acima. São computadores bons mesmo.

20/03/2010

Review: HP Pavilion DV4-2012br Edition

Então, contei aqui que meu Inspirão morreu com o hd, e, na época, havia um técnico que tinha dito-me que a placa mãe também tinha rodado.

Bem, pensei: recuperar placa mãe e hd é meio carim, neám? Bora lá trocar de notebook logo e quando der, recupero o antigo, que eu adoro, apesar de se um trambolhão de 15 polegadas e pesando 3,5kgs - minhas costas estavam chiando de levar ele todo dia já.

Agora imagine você dizendo pra sua mãe que está cansado de levar 3,5kgs todo dia nas costas e que quer algo mais leve, para que você possa aguentar mais. Pois é. É. Foi um parto convencer ela que, já que eu estava acostumado com tudo isso, o certo seria conseguir algo maior e mais pesado, ao passo que eu disse que, se fosse mais pesado ainda, eu nunca ia aguentar andar de ônibus de novo. É, eu sei, ficou extremamente gay esse trecho.

Devo salientar uma coisa: tecnologia muda. Na época que comprei o inspiron, eles saiam mais em conta, e eram líder de vendas no Brasil. Maaaaaas aí a tecnologia barateou, os custos de produção foram reduzindo, a Dell começou a comer poeira da HP, os HPs ficaram ao mesmo tempo bonitos, funcionais e baratos... Já viu.

Compramos o dito cujo, no fim das contas. Cheguei em casa louquinho pra botar as mãos no bicho e abusar dele a noite toda, mas tive um pequeno empecilho: a porra da tomada é vendida no padrão novo, e aqui em casa só tem o padrão antigo... tive que deixar pro dia seguinte, quando tivesse adaptadores mil aqiu em casa.


Carcaça e design
Segue o padrão HP de sempre. Black Piano com partes prateadas e cantos arredondados - dentro da pasta de neopreme, nem dá pra saber qual lado que fica a bateria, como eu fazia com o Dell. E ainda tem um desenho de círculos na tampa que ficou me lembrando vagamente o jogo Tron 2.0 :D.

O problema desse tipo de acabamento é que ele fatalmente engordura fácil fácil. E os pontos leds do computador fatalmente chamam minha atenção durante o uso. Nada que seja difícil de se acostumar, mas fica a dica.

Teclado, touchpad e extra keys
Teclado ABNT2 padrão de sempre. Senão em engano, tem 90% da proporção de um teclado comum de computador, mas eu estava acostumado com o da Dell, é quase a mesma coisa. O problema foram os media keys... nos antigos inspiron eles eram um soft touch. Os da HP são acionados pela combinação fn+media. A mesma coisa vale para acionar num lock, print screen (o que é um problema quando se usa demais essa tecla...). A mesma coisa vale para os extra keys, mas ao menos estes fazem coisas mais úteis (como abrir o programa de email e o navegador de web :D). Todas a teclas são extremamente confortáveis, mas fazem um pouco mais de barulho na hora de digitar. Faltou um backlight nesse teclado também.
As softkeys são apenas o botãod e mute, aumentar e diminuir o volume e ligar/desligar wifi e/ou bluetooh. Melhor impossível.

O touchpad é prateado e responde bem - e até agora não esquenta muito, como aquela porra de pRástico da Dell..Visualmente falando é bonito, mas engordura fácil e volta meia fica cheio de pó. Pena. Tem ainda um botão de desliga-lo a qualquer momento, bastando apertar um botão em cima dele. Mas isso é padrão da hp mesmo :P.

Processador, hp, memória ram, placa de vídeo e som
O processador até que é bom: um amd dua core 2.0 Ghz. Responde bem a quase tudo que lhe é passado, e para se ter uma idéia, eu mandei iniciar o Flash + Dreamweaver + Photoshop + After Effects + Firefox de uma vez só.
E ligou tudo em 2 minutos. O dell levaria 10 pra fazer isso. Woooooow.
O note vem com 3gb de ram, mas isso é restrição do windows 7 home basic mesmo. No dia que vencer a garantia eu troco para um melhor e coloco um pente de 2 gb aqui, mas ateeeé lá... e aparemente tem respondindo bem a tudo. A placa de vídeo é uma ATI Radeon, integrada mesmo, com até 128mb. Perdeu para as Intel GMA X9100 que vem nos inspirons, que suportam até 312mb de vídeo. Anyways, eu continuo conseguindo jogar diablo 2, toda a série C&C classic e Need for Speed Undeground 2. E suporta HDMI também. Tá bom demais já. O som dele é um Altec Lansing -alguma-coisa, um som excepcionalmente bom para um notebook - é um som cristalino desde as caixinhas de som original até a saída de som para caixinhas externas e fones de ouvido.

Conexões, conexões, conexões...
Kit básico de conexões: Rede WiFi G, 3 portas USB (sendo uma combo com eSata), porta de rede, porta de cabo telefonico (QUEM USA UMA MERDA DESSAS, ME FALA?), bluetooth, HDMI, VGA, uma porta esquisita do lado da VGA que até agora eu  não faço a menor idéia de que porra serve. Faltou uma saída s-video, tinha no dell, mas talvez seja pela falta de espaço no bicho. E o leitor de DVD (com lightscrible) é facilmente removível. Conta ainda com um controle remoto para controle de multimídia e de apresentações e leitor de cartões 5x1(SD/ MemoryStick/ Pro/MMC/xD).


Considerações extras
É um excelente notebook multimídia e reproduz bem vídeos em HD. Para o meu trabalho, se mostrou bom também, e é muito mais leve se comparado às máquinas de 15.6'' - e tem muito mais conexões que eu imaginaria que um notebook de 14'' teria. Tem um excelente material de construção em comparação aquele dell que eu tinha; para se ter uma idéia, aquele dell descascou a tinta das laterais nas 2 primeiras semanas de uso, enquanto esse daqui está na terceira semana de uso e nada de descascar ;). Os pontos fracos ficam pela duração da bateria, que é de apenas 6 células e parece que dura menos de 2 horas; o acabemento engordurando fácil fácil; e ele esquenta MUITO numa das saídas de ar, é algo a ficar de olho constantemente. Fica a dica: vale a pena investir sim em um desses, mas garanta que você vai ter paninhos de limpeza por perto :P.


[update]Ficha Técnica (sempre esqueço de fazer essas merdas)
HP Pavilion DV4-2012bR
AMD Dual Core 2.0 M300
3Gb RAM (expansível até 8 gb)
320Gb HD (expansível até 1 Tb - WOW) com acelerômetro para desligamento automático em caso de queda livre (e outras coisas a mais para fazer, se você for um hacker ;] )
ATI Radeon HD 4200 (puxa até 128mb de ram da memória ram nativa)
Suporte a HDMI 1.0
VGA
Resolução máxima: 1280 x 800
Teclado QWERTY ABTN 2 (90% de tamanho em relação a um teclado original) sem teclado numérico dedicado, com teclas de função extras ativadas pela tecla "fn"
SoftTouch WiFi, liga/desliga som, controles de volume
Leitor Biométrico de impressões digitais
WebCam de 2.0 MPX com reconhecimento de face e detecção de movimento
Placa de rede Ethernet 10/100
WiFi 802.11 a/b/g
Bluetooh EDR (alcançe de até 30 metros)
Porta Fax Modem RJ11 (eu vou colocar um durepox e tapar essa merda...)
85 min duração média da bateria, considerando wi fi ligado, trackpad desligado, som desligado, sem leitor de dvd, brilho no mínimo e modo de energia em "Recomendado de Fábrica"
Peso: 2,5 kgs
3 portas USB (1 combo eSata), todas 2.0
Slot de expansão
Porta de Expansão 3 (a tal porta que eu falei lá em cima que não sabia de que porra servia)
Customer IR
Leitor de Cartão de Memória 5x1 (SD / Memory Stick /  Pro / MMC / XD)
Windows 7 home basic com partição de recuperação de fábrica já.
3 saídas e entradas de som controláveis via software
Entrada para cadeado.




Guilherme está tinindo com o brinquedo novo

04/01/2009

Razões para confiar, sim, na cloud computing

Claro que o texto anterior se referia exclusivamente à heavy users sem um determinado norte para saber se poderiam usar ou não o raio da cloud [GOT IT? Raio, cloud, ham ham?] computing. Não que algum heavy user vá precisar de fato da minha ajuda, but... o interessante é que depois que eu fiz aquele texto que eu vi um do John-alguma coisa, aquele que escreve pra info. Em seu texto, enfatisou o ponto da cobrança que eu havia citado aqui ;).


Maaaas, como a maioria do meu tráfego é feito de paraquedistas, com certeza eu vou ver resultados, ao menos no meu analytics \o/



Razões para confiar sim, na cloud:

Portável


Você tem todos os seus dados acessíveis por apenas um netbook de 8'', um SSD de 4gb e um modem 3g, ou ligado no Wi Fi. Sim, isso é realmente possível. Há diversos cenários para isso, em especial, o fato que netbooks são usados principalmente por a)pessoas que viajam muito e não querem andar com 3,2 kgs extras na bagagem, b)dados vitalícios que não podem ser transportados num notebook devido aos roubous e c)POR QUE EU TO FALANDO QUE É BOM, ORAS! ;)

EX: Já fui Gerente de Projetos numa empresa de eventos e consultor de um setor do bradesco. Em ambos casos, eu tinha que andar muito pra lá e para cá, indo da matriz até o cliente. E diversas vezes eu precisava levar um notebook para fazer uma apresentação. No caso de gerente de projetos, era a empresa quem me dava o note. Era um HP Pavilion alguma coisa, bem antigo, mas extremamente funcional pro que precisava. Já no caso de eu ser consultor, eu tinha que usar meu Inspiron mesmo. Em ambos os casos, tinha os dados à mão, mas não tinha praticidade nenhuma andar com esses bagulhões pesados na mochila. Foi foda.

Hoje em dia bastava eu jogar a apresentação na cloud, va lá, num google docs da vida, chegar no cliente, conectar na net e pronto, apresentação feita. Bem mais simples, não?

E nem preciso citar as vantanges para jornalistas, empresários, médicos, engenheiros, palestrantes e afins. Vai fazer uma apresentação? Usa um netbook com a internet :)

Segurança de Dados


Ok, eu sou paranóico pra caralho com isso, mas digamos que eu faça backup regular dos meus dados em dvd e na cloud. Caso um incêndio aconteça e destrua todos esses dvds, além do laptop e do desktop, como eu fico? Sem dados, desesperado e penando pra recuperar dados que estão comigo desde 96. Que foi? Eu sou apegado a esses dados, oras...

EX: O incêndio já é um bom exemplo, mas o conceito de cloud computing vai além de backup. Abrange "web services" completos, e isso inclui a redundância de servidores [para leigos: seu servidor caiu e outro servidor entra no lugar dele, em poucos segundos. A locaweb tem um serviço assim], compactação dos dados online, phising scans e cloud anti virus. Tem-se praticamente um bunker online para proteger your preciouussssss

Acesso Imediato


Acredito eu que isso já é uma realidade nos EUA e em outros países estrangeiros de primeiro mundo, e no Brasil começa a dar suas despontadas. Só alguns problemas seguram o fato da "banda superlarga" não acontecer em terras tupiniquins, como o fato de a Anatel dizer para as fornecedoras de banda "Vocês devem garantir 10% da velocidade nominal apenas". Todo caso, hoje a conexão mínima é de 1mega, o que nos permite arriscar que é só conectar e clicar que os dados que você quer estarão imediatamente disponíveis, guardadas as devidas proporções. Vejamos, por exemplo, o caso dos sites de filosofia GTD e os to-do lists que o gmail proporciona agora. VOcê não precisa de uma conexão de 34mbps para ver essas coisas [que são coisas que de fato tem sentido ficar numa cloud computing]. 500k já dão conta, pois isso tudo é texto com uma formatação em CSS bonitinha - e raramente uma imagem aqui e acolá.

EX: O del.icio.us é um excelente exemplo de cloud, e taí desde 2006, acho. Os to-do lists do gmail também são exemplos. Dados que simplesmente estão lá, você só precisa entrar com o login. Em alguns casos, nem precisa esperar carregar, ainda mais com a banda cada vez mais larga no Brasil.

Ok, eu disse que ela é larga, não que ela é confiável ou operacional.

Registro dos seus passos


Pode soar paranóico de início, mas é, sob certo ponto de vista, bom. O google history taí pra isso: você loga no google, navega em quantos sites precisar, desliga e no meio da madrugada, lembrou que precisava baixar aquele arquivo importante.ppt, mas ficou a noite inteira zapeando no orkut e fechou a aba dele - além de não conseguir lembrar em que maldita URL aquela joça tava. Então você vai e tranquilamente entra no history e pega a URL.
Simples, fácil e básico.

E a explicação já é um exemplo :P

A volta dos HDs de 1 dígito!


Ou, melhor dizendo, o uso de SSDs de 1 dígito. Não que isso seja megaboga de bom, mas há alguns fatos a considerar: a)são mais baratos que um hd monstro de 120gigas; b)são indiscutivelmente mais leves; c)consomem menos energia, o que no caso dos notebooks é uma tremenda vantagem para a autonomia da bateria e d)com menos espaço em disco, você vai colocar menos pornografia neles. Ou não :P. Fora que com pen drives cada vez mais ignorantes de 64giga, podemos ter um "hd externo" se botarmos 4 pendrives desses numa hub USB e ligar a hub numa das portas do netbook (ou do laptop, se você for um insano como eu que gosta de gambiarras sem sentido - coisa típica de brasileiro, vá.). Graças a esses 4gb ou 8gbs que você pode ter normalmente num netbook, você seria obrigado a manter tudo nas nuvens. Ou ser extremamente metódico com o que vai no seu companheiro de viagem

EX: O Kid, do Hdb [perceberam que eu estou com uma extrema preguiça de usar links hoje?], comprou um Acer Aspire One só para instalar joguinhos [ô inveja]. Se eu tivesse um desses, usaria apenas para postar nesse blog e ficar conectado por mais tempo enquanto o inspiron ficava com o que realmente importa, o trabalho pesado de criação de sites e gerenciamente de projetos. E se eu conseguir comprar um desses pra namorada, ela vai ter algo que vai lhe permitir acesso ao deus são google e tirar suas dúvidas na interweb [facilidade que nem eu tive na UNIP, e olha que nossas máquinas tinham internet...]. Fora as rádios online, que permitem que você monte sua programação. E os newsground da vida, com seus trocentos jogos alocados. Etc, etc, etc, hoje em dia um HD monstro não é tão necessário para os usuários comuns.


Bem, acho que é isso. Pesando na balança, a cloud computing no brasil é, ao meu ver, inviável POR HORA, devido a um pequeno, minúsculo e sempre negado fator: traffic shapping. Todas, eu digo TODAS, as operadoras o fazem. Finjem que não, mas fazem - eu mesmo fazia, quando trampava num servidor - e nunca irão admitir isso. A banda larga no Brasil está finalmente mudando, temos a tecnologia 3g que nos dá acesso em todos lugares que vamos, o problema mesmo são as limitações ridículas. Se você está disposto a arcar com os custos extras, bem, fique a vontade para pegar uma dessas, mas para grande parte da população, até o segundo semestre desse ano, vai ser inviável.

30/10/2008

Sony Ericsson k550i review

[porque se deve sempre falar bem do que a gente tem. E isso vai seguir o padrão dos outros reviews: eu vou falar da minha experiência como usuário]

Eu falei que estava loucamente desejando um PDA, certo? De preferência um que fosse assim, um Dell Axim X51v, certo? E que seria muito mais para organizar minha vida e servir como secretária, certo?


Pois é. Comprar um desses seria um puta exagero. Pelo menos eu o vejo como tal hoje, já que o meu celular vale bem mais que um Z22. Cinquenta conto, senão estou enganado [a saber: Sony Ericsson K550i]. Oh, não tem touch screen e a caneta stylus? Enfie-os no rabo, fiadaputa.


Eu gosto da Sony Ericsson. Os celulares dela tem um excelente design, do tipo que você usa em ambiente empresarial ou familiar, que tanto faz: ele se adequa de um jeito.. estiloso. Sei lá, dá uma puta presença. Não tanto quanto os HTC ou iPhones, mas... Voltando, o design dele é muito funcional. Fora a tela brilhante de 170x220px. É tipo um widescreen, só que virado ;)

Se encher muito o saco, é só ativar a função "Horizontal" ou equivalente do aplicativo que você tiver usando, oras.

E o principal inerte a todo celular que eu tenho certeza que você NUNCA cogitou usar na sua vida: agenda de tarefas e anotações.
Sim. Esses dois recursos básicos que existem desde 2000 e pouco, e raramente alguém os nota no celular - pq são "feios" ou estão tão mal guardados que ninguém os acha. A prova disso foi num celular de um cara, LG M-alguma-merda, de um tio que presta serviço pro Bradesco [sim, eu cito mesmo as empresas. Quero visitação, catzo]. O celular do cara tinha exatamente as MESMAS funções citadas acima. Não tinha sincronização com o computador, mas na boa: alguém aí em sã consiência usa isso?




**silencio na geral**


Foi o que eu pensei.


A camera é de 2.0 megapixel. Fiquei um pouco decepcionado com a resolução dela, mas sinceramente? Eu quero mais que se foda, as fotos tiradas com ele são apenas para eu botar no orkut. Isso aê é mais que suficiente - ainda mais sendo CyberShot :D. Tem alguns ajustes básicos que você pode fazer na foto, como auto levels, brilho, contraste... enfins, o básico a qualquer camera digital decente. E ele tem um LED para flash. Não que eu use e ache o máximo, mas quebra um galho como lanterna :D

Quanto às teclas, a Sony merece um belo puxão de orelha. Porra, elas são fiinas. FINAS. FINAS CARALHOS. Fino é o meu pau, porra, tecla de celular tem que ser bem grande para a gente poder meter o dedo nela, tal qual como no cu da senhora sua mãe, à vontade. Em compensação, o espaçamento entre as teclas é largo, bem largo, tipo buceta de puta velha em dia de aposentadoria. O joystick é bonzinho também, e bem funcional. Nego geralmente reclama que joystick é pequeno, duro, mimimi... querem mesmo é um "stick for joy" para sentarem, isso sim.


Caralho, como eu ando estressado.


Voltando às características do celular, ele é foda por aceitar uma coisa que eu não vi nem um Motorola A1200 nem um Samsung F250 aceitarem: JAVA RUNTIME E JAVA 3D, CARALHOS. Isso quer dizer que, a)eu tenho um world, excel e pdf editor no garoto, b)ele tem o google maps com AGPS de fábrica, c)ele tem o mini opera e flash lite instalado e d)isso abre um mundo de possibilidades de serviços e jogos do caralho, mano! Não há muito o que falar aqui: simplesmente baixe a porra do .jar e instale no garoto. E caso você pegue um vírus, ou dois - como foi no meu caso, de tanta coisa que resolvi botar nele - não se preocupe. É só rodar o software de atualização na máquina que fica tudo resolvido. E sim, seus contatos e sms do tipo "De grelha eu não gosto, mas no seu grelinho eu me esbaldo" não são deletados, seu ogro de merda sem classe.

Ah sim. Caso interesse, esse celular conecta via IR, Blue tooth e se tu for muito hacker, wi fi. E ele é fácil de fazer alterações - desde desbloquear e até mesmo enfiar o flash lite nele. Sim, o flash lite. E você pode até mesmo alterar a configuração do menu dele - como mostrado na Comunidade k550i. A automação da bateria dele é razoável, principalmente rodando java e falando.

Afora isso, não há mais o que falar do celular. É uma excelente aquisição; recomendo qualquer linha da Sony Ericsson a todos :D